Obra da Linha 17-Ouro começou em 2012, passou por paralisações e deve iniciar operação parcial em março de 2026
A construção da Linha 17‑Ouro do Metrô de São Paulo, que vai conectar o Aeroporto de Congonhas à rede de metrô e trens da capital paulista, entrou na fase final após mais de uma década de atraso.
Segundo o governo estadual, a previsão é que a linha comece a transportar passageiros de forma parcial no fim de março de 2026, inicialmente com horários reduzidos e intervalos maiores entre os trens.
A obra deveria ter sido entregue em 2013, mas acabou acumulando 13 anos de atraso.
Projeto começou na gestão Alckmin
O contrato para a construção da linha foi assinado em 2011, durante o governo de Geraldo Alckmin, então governador de São Paulo.
Na época, o monotrilho era apresentado como uma solução mais rápida e barata para ligar o aeroporto ao sistema de transporte da cidade.
A proposta original previa 18 estações, conectando Congonhas ao Estádio do Morumbi e ao terminal rodoviário do Jabaquara.
Promessa para a Copa de 2014
O projeto fazia parte das obras prometidas para a Copa do Mundo FIFA de 2014.
A ideia era facilitar o transporte de turistas e torcedores entre o aeroporto e o estádio do Estádio do Morumbi.
Mas o plano mudou quando o Morumbi foi retirado da Copa e substituído pela Neo Química Arena.
Com isso, a linha perdeu prioridade.
Desapropriações, ações judiciais e impacto urbano
As obras começaram em 2012, mas enfrentaram vários obstáculos.
Entre os principais problemas:
- demora em licenças ambientais
- processos judiciais de moradores
- desapropriações
- impactos na Avenida Jornalista Roberto Marinho, onde ficaram estruturas abandonadas por anos
Segundo especialistas, obras de transporte em grandes cidades costumam enfrentar atrasos devido à complexidade das intervenções urbanas.
Lava Jato também afetou a obra
Após a Copa, a construção sofreu novo impacto com a Operação Lava Jato.
Empreiteiras responsáveis pela obra foram investigadas e tiveram dificuldades financeiras, o que levou à paralisação dos canteiros.
Em 2016, o Metrô de São Paulo rescindiu contratos e a obra ficou parada por anos.
Falência de empresa complicou ainda mais o projeto
Outro problema foi a falência da fabricante malaia Scomi, responsável pelos trens.
A estrutura das vigas já havia sido construída para esse modelo específico de veículo, dificultando a substituição.
Posteriormente, a chinesa BYD foi contratada para produzir novos trens, adaptados à estrutura existente.
Retomada das obras
O governo do estado afirma que as obras foram retomadas em 2023, já na gestão do governador Tarcísio de Freitas.
Segundo a administração estadual, 95% do projeto já foi concluído.
Primeira fase terá oito estações
A inauguração inicial contará com oito paradas:
- Washington Luís
- Congonhas
- Brooklin Paulista
- Vereador José Diniz
- Campo Belo
- Vila Cordeiro
- Chucri Zaidan
- Morumbi
Custo da obra disparou
O projeto original, em 2010, previa investimento de R$ 2,9 bilhões para 18 estações.
Atualizado pela inflação, o valor seria equivalente a cerca de R$ 7,1 bilhões.
Até 2025, o governo estadual já havia gasto R$ 4,2 bilhões e estima que o custo final chegue a R$ 5,9 bilhões, mesmo com a entrega de apenas oito estações.
Expansão ainda depende de novos projetos
O plano completo da linha prevê conexão com:
- a Linha 4‑Amarela do Metrô de São Paulo
- a Linha 1‑Azul do Metrô de São Paulo
Segundo o Metrô, novos projetos para ampliar a linha devem ser contratados em 2026.
A expectativa preliminar é que as próximas estações comecem a ser construídas em 2029, com entrega estimada para 2031.
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