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- TENENTE CORONEL PM NEYMAR ASSUME OFICIALMENTE O COMANDO DO 36º BPM/I EM LIMEIRA
- TENENTE CORONEL FABIANA CRISTINA PANE COLONELLO ASSUMI REGIÃO METROPOLITANA DE CAMPINAS
- GUARUJÁ PÉROLA DO ATLÂNTICO
- OPERAÇÃO IMPACTO – TRÁFICO DE DROGAS
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CPI aprova quebra do sigilo de Fábio Lula

A mais recente sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS, em Brasília, terminou em tumulto, empurrões e troca de acusações, mas não sem antes produzir um gesto de forte impacto político: a aprovação da quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente […]
Sabesp flagra mais de 52 mil furtos de água em 2025 com apoio de tecnologia

Número de irregularidades mais que dobrou em relação a 2024; desvio é crime e pode levar a até 8 anos de prisão A Sabesp identificou 52.537 casos de furto e fraude no sistema de abastecimento de água ao longo de 2025. O número representa um aumento de 103% em comparação com 2024, quando foram registradas […]
São Paulo em estado de atenção para alagamentos

A tarde paulistana parecia seguir o roteiro conhecido dos dias de verão quando o calor acumulado começou a se traduzir em nuvens densas que se avolumavam sobre a metrópole. Aos poucos, a luz branca filtrada pelo concreto deu lugar a um céu carregado, de tonalidade metálica, prenunciando a transição súbita para o aguaceiro. Na Zona […]
Mercado de Cosméticos estima atingir US$526,74 bilhões em 2033


O universo global da beleza entra na próxima década embalado por números que confirmam algo que, nas prateleiras e nas redes sociais, já é visível há algum tempo: longe de ser um mercado saturado, o setor de cosméticos ainda tem muito espaço para crescer. Um relatório recente da ResearchAndMarkets projeta que a indústria mundial de cosméticos deverá alcançar a marca de 526,74 bilhões de dólares até 2033, saltando de um patamar estimado em 346,1 bilhões em 2025 e sustentando uma taxa média de expansão anual em torno de 5,3% ao longo desse período.
Essas cifras situam o segmento de cosméticos como um dos pilares do vasto escopo de “beauty & personal care”, que inclui higiene pessoal, cuidados com a pele, cabelos e fragrâncias. Em diversas leituras de mercado, a categoria de cosméticos, no sentido mais estrito, voltada a produtos de maquiagem, embelezamento e itens adjacentes, responde por fatia significativa das receitas globais, em um ecossistema que, considerando beleza e cuidado pessoal como um todo, já supera os 600 bilhões de dólares e caminha para se aproximar da casa dos 700 bilhões na próxima década.
O impulso por trás da projeção de 526,74 bilhões de dólares repousa em um conjunto de tendências estruturais. A primeira delas é o adensamento da cultura de autocuidado. Relatórios de consultorias como Grand View Research, IMARC e Fortune Business Insights convergem ao apontar que beleza e bem‑estar deixaram de ser vistos como indulgência ocasional para se tornarem parte de rotinas diárias, em especial entre consumidores urbanos, conectados e expostos a padrões estéticos globais. A maquiagem deixa de ser apenas artifício pontual e passa a integrar rotinas híbridas, que misturam skincare e cobertura, enquanto produtos multifuncionais, hidratantes com cor, bases com ativos de tratamento, protetores solares com acabamento cosmético, ganham protagonismo.
Outro vetor decisivo é a explosão da demanda por cosméticos veganos, “clean” e sustentáveis. O relatório da ResearchAndMarkets destaca, entre os motores de crescimento até 2033, a crescente procura por produtos livres de ingredientes de origem animal e por formulações de rótulo curto, com listas de componentes mais transparentes e pegada ambiental reduzida. Estudos setoriais mostram que, sobretudo entre jovens das gerações Z e millennial, critérios éticos e ambientais passaram a pesar tanto quanto desempenho e preço na escolha de um batom, um blush ou uma máscara para cílios. Isso tem levado gigantes da indústria a reformular linhas clássicas, certificá‑las junto a entidades internacionais e investir em embalagens recicláveis, refis e cadeias produtivas com menor impacto.globenewswire+6
A digitalização do consumo aparece, igualmente, como fator determinante. A expansão do comércio eletrônico e de modelos híbridos, do social commerce às vendas via influenciadores, amplia o alcance de marcas globais e abre espaço para que pequenos players de nicho conquistem audiências transnacionais. Ferramentas de realidade aumentada, que permitem testar virtualmente tons de batom ou de base, além de sistemas de recomendação customizada por meio de inteligência artificial, alimentam a experimentação e reduzem a barreira de entrada para novas compras, impulsionando o volume de transações.
Do ponto de vista geográfico, o crescimento projetado não é homogêneo. A Ásia‑Pacífico desponta, em praticamente todos os relatórios, como o maior mercado em receita e um dos mais dinâmicos em taxa de expansão, amparado por uma classe média em rápida ascensão em países como China, Índia e Indonésia, e por culturas em que o cuidado com a pele e a aparência tem longa tradição. A Renub Research e a ResearchAndMarkets apontam que a região responderá por parcela expressiva do incremento de quase 180 bilhões de dólares previsto para o mercado global de cosméticos entre 2025 e 2033.
A América do Norte e a Europa, embora partam de bases já maduras, seguem relevantes, com taxas de crescimento anual mais moderadas, entre 4% e 6%, sustentadas pela combinação de inovação tecnológica, segmentação sofisticada e uma forte cultura de consumo premium. Nestes mercados, a tendência é de avanço de marcas posicionadas como científicas, apoiadas em pesquisa dermatológica, e de linhas que cruzam a fronteira entre cosmético e produto de tratamento, ao mesmo tempo em que se intensifica a demanda por diversidade de tons e por representatividade de diferentes perfis de pele nas campanhas.
Um traço interessante captado pelos analistas é a pulverização do protagonismo. Se, por décadas, o setor foi dominado por alguns conglomerados globais, hoje o cenário se mostra mais fragmentado: grandes grupos continuam a responder por fatias robustas de mercado, mas convivem com uma constelação de marcas independentes que crescem acima da média ao focar nichos específicos, como cosméticos orgânicos, linhas afro, produtos gender‑neutral ou coleções desenvolvidas em colaboração com influenciadores. Frequentemente, essas marcas se tornam alvos de aquisição ou parceria pelos gigantes tradicionais, em um movimento que realimenta o ciclo de inovação.
Do lado dos riscos, os relatórios também apontam desafios. A própria ResearchAndMarkets, ao projetar o salto para 526,74 bilhões de dólares até 2033, menciona que o ritmo de crescimento está condicionado à capacidade da indústria de responder a pressões regulatórias mais rígidas em relação a ingredientes, testes em animais e rotulagem, especialmente na União Europeia e em alguns estados norte‑americanos. Questões ligadas à rastreabilidade de cadeias produtivas, à segurança de novos ativos e à comunicação responsável em torno de promessas de desempenho tendem a exigir investimentos adicionais em pesquisa, compliance e diálogo com autoridades sanitárias.
A macroeconomia também entra na equação. Em um cenário de oscilações cambiais, inflação de insumos e eventuais ciclos de aperto monetário, há sempre o risco de que consumidores migrem temporariamente para opções mais acessíveis ou reduzam a frequência de compra de itens considerados supérfluos. Ainda assim, análises da McKinsey e de outras consultorias sugerem que a categoria de beleza costuma demonstrar resiliência relativa, com consumidores dispostos a manter, mesmo em contextos de aperto, pequenos “luxos acessíveis”, como um batom, um esmalte ou um perfume de tamanho reduzido.
Em termos de portfólio, a expectativa é de que algumas subcategorias puxem o avanço até 2033. Pesquisas recentes indicam que o segmento de cuidados com a pele tende a seguir como o maior em receita, frequentemente respondendo por mais de 40% do faturamento total de beleza em mercados desenvolvidos, impulsionado pela busca por soluções anti‑idade, proteção solar avançada e rotinas de skincare múltiplas. Os cosméticos decorativos, foco específico das projeções de 526,74 bilhões de dólares, devem se beneficiar desse movimento ao se hibridizar com o skincare, oferecendo, por exemplo, bases com proteção UVA/UVB, primers com ativos antioxidantes e produtos de acabamento que prometem benefícios acumulativos para a pele.
No horizonte de 2033, portanto, a indústria global de cosméticos se vê diante de um cenário de expansão consistente, mas exigente. A cifra de 526,74 bilhões de dólares não é apenas um número impressionante em planilhas de analistas; ela condensa uma transformação cultural em curso, em que beleza, saúde, identidade e tecnologia se entrelaçam no comportamento de consumo de bilhões de pessoas. Para marcas e investidores, o recado é claro: crescer nesse ambiente significará, cada vez mais, entender nuances locais, responder a demandas éticas e ambientais e inovar em um ritmo compatível com a velocidade com que tendências nascem e se esgotam na economia da atenção.
Marcelo Henrique de Carvalho, editor-chefe
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Grupo Pão de Açúcar aponta ‘incerteza relevante’ sobre continuidade


O balanço financeiro de 2025 do Grupo Pão de Açúcar, dono de bandeiras tradicionais como Pão de Açúcar e Extra, trouxe à tona um alerta que, em linguagem contábil, soa técnico, mas que, traduzido, é inequívoco: há “incerteza relevante” quanto à capacidade de a companhia manter sua continuidade operacional nos moldes atuais. A expressão, inserida nas notas explicativas do resultado anual e reforçada em parecer da auditoria independente, não é um mero detalhe de rodapé. Ela significa, em termos práticos, que o conjunto das informações financeiras analisadas coloca em dúvida se o grupo, tal como hoje estruturado, conseguirá honrar compromissos e seguir operando normalmente sem mudanças significativas em sua estrutura de dívida, liquidez e custos.
O ponto de partida desse alerta está na situação de liquidez ao fim de 2025. Segundo as demonstrações financeiras, o GPA encerrou o ano com capital circulante líquido negativo de aproximadamente R$ 1,22 bilhão. Em termos simples, isso significa que os passivos de curto prazo – contas a pagar, empréstimos, debêntures e outras obrigações vencendo em até 12 meses – superam os ativos realizáveis no mesmo período, como caixa, estoques e valores a receber. Essa fotografia se torna ainda mais preocupante quando se observa a concentração de dívidas: somente em 2026, a companhia terá de enfrentar o vencimento de cerca de R$ 1,7 bilhão em empréstimos e debêntures, montante que, à luz do caixa atual e da geração de recursos, não pode ser quitado sem renegociação, novos financiamentos ou venda de ativos.
A Deloitte, responsável pela auditoria das demonstrações, foi explícita ao fundamentar a ressalva. Em seu parecer, a firma destaca que, “apesar de melhora nos principais indicadores operacionais, bem como geração positiva recorrente de caixa operacional, a companhia continua apurando prejuízo no período”, e que as condições descritas “indicam a existência de incerteza relevante que pode levantar dúvida significativa sobre a continuidade operacional da companhia”. Em linguagem técnica, trata‑se de um alerta de going concern, expressão usada internacionalmente quando há dúvidas sobre a capacidade de uma empresa seguir em operação pelos próximos 12 meses sem reestruturações profundas.
Os números ajudam a entender a tensão entre melhora operacional e fragilidade financeira. No quarto trimestre de 2025, o GPA registrou prejuízo líquido de R$ 572 milhões nas operações continuadas, resultado pior que o esperado pelo mercado, embora menor que o prejuízo de R$ 737 milhões do mesmo período de 2024. No acumulado do ano, a perda foi de R$ 651 milhões, o que representa uma redução de cerca de 61% em relação ao exercício anterior, indicando um processo de ajuste em curso. Pelo fluxo de caixa, a fotografia é menos sombria: a geração operacional foi positiva, em torno de R$ 669 milhões ao longo de 2025, mais que o dobro do registrado em 2024, reflexo de ganhos de eficiência e melhoria de margens.
O problema é que esse fôlego operacional está sendo praticamente engolido pelo custo da dívida. As despesas financeiras líquidas alcançaram cerca de R$ 920 milhões em 2025, valor aproximadamente R$ 325 milhões superior ao do ano anterior, comprometendo o ganho obtido com a operação. Em termos de caixa, é como se a empresa conseguisse respirar melhor no dia a dia, mas estivesse correndo de encontro a uma parede de juros e amortizações no curto prazo. Não por acaso, casas de análise como a XP Investimentos observaram que o grande gargalo do grupo, hoje, não é mais a incapacidade de gerar caixa antes dos juros, mas a dificuldade de manter resultado positivo depois de pagar o custo financeiro de um endividamento elevado e concentrado.
Diante desse quadro, a administração do GPA procurou, no próprio balanço, sinalizar um plano de ação. Em comunicado aos investidores, a companhia afirma estar adotando um “conjunto de iniciativas” que incluem negociações para alongar prazos de dívidas financeiras, reduzir o custo médio dessa dívida, cortar despesas e monetizar créditos tributários acumulados. Entre as medidas já anunciadas em trimestres anteriores, estão um plano de eficiência para 2026, que prevê reduzir investimentos – o capex anual deve cair de cerca de R$ 693 milhões para algo entre R$ 300 milhões e R$ 350 milhões – e cortar pelo menos R$ 415 milhões em despesas, com eliminação de gastos com pessoal, suporte à operação de lojas e estrutura administrativa.
A companhia também menciona um programa de venda de ativos não estratégicos, com a expectativa de usar os recursos para abater parte da dívida bruta, bem como a possibilidade de renegociar contingências fiscais que somam até R$ 15 bilhões, aproveitando créditos tributários de cerca de R$ 2,4 bilhões, dos quais R$ 374 milhões já teriam sido usados em acordos com o governo federal nos últimos 12 meses. No entanto, o próprio texto das demonstrações financeiras adota tom de cautela ao admitir que, até o momento, não há contratos firmados que garantam a execução dessas medidas, nem acordos formalizados para a venda de créditos ou reestruturação dos passivos. Além disso, a empresa reconhece que os termos de eventuais negociações não dependem apenas dela, mas também da disposição de credores e das condições de mercado, o que adiciona um componente de incerteza ao plano.
O alerta sobre a continuidade operacional ocorre em um contexto de mercado desafiador para o varejo alimentar. No relatório, o GPA destaca que a dinâmica do setor em 2025 foi marcada por demanda enfraquecida e inflação de alimentos mais contida em diversas categorias, o que limita a capacidade de repasse de preços e pressiona as vendas em mesmas lojas. A empresa vem passando por um processo de simplificação de estrutura e descontinuidade de planos de expansão, com fechamento de unidades menos rentáveis e revisão de sortimento, o que inclui, inclusive, a demissão de cerca de 700 funcionários na segunda etapa de reorganização administrativa concluída no terceiro trimestre de 2025.
Para investidores, o fato de o risco de continuidade ter saído do campo implícito e passado a constar formalmente das notas explicativas é um divisor de águas. Relatórios de análise ressaltam que a inclusão de um parágrafo específico sobre going concern sinaliza que a própria empresa e sua auditoria reconhecem que o equilíbrio financeiro futuro depende de variáveis ainda não controladas, como o sucesso de renegociações de dívida e o ritmo de recuperação da margem operacional. Em termos de governança, essa transparência é vista como positiva; em termos de percepção de risco, contudo, tende a aumentar a cautela de credores e investidores, com reflexos sobre custo de financiamento e comportamento das ações em bolsa.
No plano mais amplo, o caso do Grupo Pão de Açúcar ilustra o desafio de grandes redes varejistas em um ambiente de juros altos, consumo moderado e competição intensa. A empresa conseguiu, ao longo de 2025, mostrar avanços em eficiência interna e redução de prejuízos, mas ainda não resolveu o ponto nevrálgico de sua equação: a relação entre geração de caixa e peso da dívida no curto prazo. A “incerteza relevante” registrada no balanço é, nesse sentido, menos uma sentença e mais um aviso: sem reestruturações bem‑sucedidas e sem uma melhora consistente do ambiente de negócios, o esforço para manter de pé uma das marcas mais tradicionais do varejo brasileiro seguirá sob tensão.
Marcelo Henrique de Carvalho, editor-chefe
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Inovação nas Profundezas: Tendências e Impactos do Mercado de Veículos Subaquáticos Autônomos


O engenheiro Luís Junior, da Valha Consultoria, destaca especialistas que tratam sobre o crescimento do mercado de veículos subaquáticos autônomos, sobre a convergência entre tecnologia, segurança e eficiência operacional nas inspeções, manutenção e exploração em profundidades oceânicas, integrando inovação autônoma e liderança humana em missões complexas.
Mercado global de AUVs ganha tração
O mercado global de veículos subaquáticos autônomos (AUVs) e veículos operados remotamente (ROVs) está em franco crescimento, impulsionado pela crescente demanda por exploração, inspeção e manutenção em ambientes marinhos complexos e de difícil acesso. Relatórios de mercado da Data Bridge Market Research apontam que o setor de autonomous underwater vehicle deve atingir valores substanciais nos próximos anos, com projeções de crescimento robusto no uso desses sistemas em aplicações industriais, científicas e de defesa. Análises apontam que o mercado global de robótica subaquática, incluindo AUVs e ROVs, registrou um tamanho significativo em 2024, com previsão de expansão acelerada até 2032 e além, refletindo investimentos crescentes em energia offshore, pesquisa oceanográfica e monitoramento ambiental.
A tecnologia ROV, caracterizada pela operação remota com controle humano em tempo real, continua sendo fundamental para atividades críticas de manutenção, intervenção e suporte offshore. Parcerias industriais e avanços em sistemas de propulsão, sensores e navegação permitem que ROVs desempenhem atividades cada vez mais complexas em instalações de petróleo e gás, bem como em projetos de energia renovável subaquática. Estudos de mercado da Mordor Inteligence indicam que ROVs representam a maior parcela das implantações robóticas submarinas atualmente, embora veículos autônomos estejam ganhando terreno em missões de larga escala.
Veículos autônomos, por sua vez, estão redefinindo o escopo de operação subsea ao permitir missões extensas de levantamento, mapeamento e inspeção sem necessidade de intervenção constante de operadoras em superfície. Relatórios de tendências destacam que plataformas AUV estão integrando cada vez mais inteligência computacional para navegação autônoma e coleta de dados em alta resolução, reduzindo a dependência de embarcações de suporte e otimizando custos operacionais.
Para Igor Barcelo Uchoa de Castro, Lead Subsea Robotics & ROV Operations Supervisor com mais de 22 anos de experiência em operações offshore, essa evolução tecnológica representa uma mudança de paradigma nas operações submarinas. “A integração de AUVs e ROVs não está apenas acelerando processos de inspeção e manutenção; está transformando a forma como entendemos a segurança, a eficiência e o risco em ambientes de alto risco como plataformas e campos submersos”, afirma Igor, especialista em gerenciamento de missões profundas e integração de sistemas robóticos avançados.
Padronização regulatória e qualificação operacional
A expansão do mercado de AUVs e ROVs também está alinhada com movimentos de modernização industrial e regulamentação global. Organizações de referência, como a International Marine Contractors Association (IMCA), vêm publicando diretrizes para aprovação de simuladores e certificações operacionais, estabelecendo requisitos mínimos de competência, segurança e desempenho para treinamento de operadores e supervisores de ROVs, o que contribui para reduzir riscos em missões críticas e elevar a confiabilidade das operações subsea. Essas normas dialogam diretamente com a crescente complexidade dos projetos em águas profundas e ultraprofundas, que exigem maior previsibilidade operacional e controle de integridade de sistemas.
Contratos e avanço da robótica subsea no Brasil
Além disso, contratos recentes com companhias especializadas em robótica submarina reforçam a centralidade dos ROVs em inspeções, manutenção e intervenções offshore. Um exemplo é a contratação de serviços de robótica subsea no Brasil por grandes operadoras de energia, como noticiado pelo portal Offshore technology, que aponta a ampliação do uso de ROVs para inspeção estrutural, apoio a campanhas de perfuração e manutenção de ativos submarinos. O movimento acompanha a tendência global de expansão desse mercado, descrita em estudos setoriais sobre ROVs e veículos autônomos subaquáticos.
Projetos em águas profundas ilustram a mudança de patamar tecnológico
Esse contexto de mercado encontra paralelo direto na trajetória de Igor Barcelo Uchoa de Castro, que liderou operações ROV em projetos de alta complexidade técnica e risco operacional. Em campanhas como o FPSO Liza I (Guiana), onde coordenou atividades críticas de instalação e inspeção submarina, e no projeto Argerich-1 (Argentina), primeiro poço em águas ultraprofundas do país, a padronização de procedimentos, o uso intensivo de simulação operacional e a adoção de protocolos de segurança alinhados a boas práticas internacionais foram decisivos para cumprir janelas operacionais sem incidentes. “A maturidade regulatória e a evolução dos simuladores mudaram o jogo da robótica subsea: hoje, decisões em campo são cada vez mais baseadas em treinamento avançado e em análise preditiva”, avalia Igor.
Robótica submarina como vetor de competitividade
Para Igor, o avanço dos AUVs e ROVs redefine a forma como o setor offshore gerencia risco e custo. “A robótica submarina deixou de ser um apoio pontual e passou a ser um pilar estratégico para integridade de ativos, segurança operacional e proteção ambiental”, afirma. Segundo o especialista, a integração entre automação, análise preditiva e capacitação contínua das equipes será determinante para atender às exigências regulatórias e ambientais que moldam o futuro da exploração offshore e da expansão de projetos de energia marinha.
O movimento sinaliza que, nos próximos anos, competitividade no offshore estará cada vez mais associada à capacidade de operar com excelência técnica em ambientes submarinos complexos, transformando tecnologia em vantagem operacional mensurável. “A próxima fronteira envolve veículos capazes de aprendizado adaptativo, diagnósticos preditivos e tomada de decisão autônoma em tempo real, aliados à gestão humana que garante segurança, integridade estrutural e proteção ambiental em missões de alto impacto”, conclui o especialista.
Pedro Sampaio arrasta multidão no Ibirapuera com hit “Jetski” e encerra carnaval de rua em SP
Pedro Sampaio arrasta multidão no Ibirapuera com hit “Jetski” e encerra carnaval de rua em SP


Bloco lota parque, tem acesso fechado pela PM e registra atendimentos médicos durante o cortejo
O cantor e DJ Pedro Sampaio comandou uma das maiores concentrações do último dia do carnaval de rua de São Paulo neste domingo (22), no entorno do Parque Ibirapuera. Embalado pelo sucesso de “Jetski”, parceria com Melody e MC Meno K, o artista fez o público cantar e dançar mesmo sob garoa.
A apresentação ocorreu após o desfile do cantor baiano Léo Santana e reuniu uma multidão ao longo do circuito. Do alto do trio elétrico, Sampaio estimou cerca de dois milhões de foliões no local, número que costuma ser contestado por especialistas quando comparado às estimativas oficiais.
Portão fechado e empurra-empurra
Logo no início do cortejo, pouco depois das 14h, o artista pediu que a área delimitada pela corda fosse ampliada para reduzir o empurra-empurra nas laterais do trio.
Por volta das 14h45, a Polícia Militar decidiu fechar temporariamente o acesso pelo Portão 1 do parque para controlar o fluxo de pessoas e garantir a segurança.
Durante a apresentação, ao menos duas pessoas precisaram de atendimento médico. Uma mulher desmaiou e foi socorrida ainda desacordada por equipes do Corpo de Bombeiros. Outra foliã acompanhou parte do trajeto em cadeira de rodas até o posto médico montado na Rua Abílio Soares.
Estrutura reforçada e público nas árvores
Com o espaço ampliado, o cortejo seguiu com maior fluidez. Para aliviar o calor e a sensação térmica elevada, a organização distribuiu gelo e lançou água sobre a plateia.
A estrutura do bloco contou com som de grande porte, iluminação e balé, além de repertório baseado em mashups e remixes que misturaram funk, pop e música eletrônica. Canções como “Dançarina”, “No Chão Novinha” e “Galopa” animaram o público, mas o ponto alto foi “Jetski”, quando milhares de fãs acompanharam a coreografia em coro — alguns com motos aquáticas infláveis erguidas acima da multidão.
A lotação foi tamanha que parte dos foliões subiu em árvores para tentar acompanhar a apresentação.
Emoção no encerramento
Ao final do show, pouco depois das 17h, Pedro Sampaio se emocionou ao lembrar que, no ano anterior, não participou da festa por causa de uma lesão no joelho.
O público era majoritariamente jovem, mas também havia foliões de outras faixas etárias. A aposentada Selma Caraceli, de 67 anos, acompanhou o trio ao lado das netas. “Amo as músicas dele, estou muito empolgada”, disse.
Planos internacionais
Após uma intensa agenda que incluiu apresentação em Belo Horizonte no sábado (21), o artista afirmou que pretende investir em projetos internacionais após o carnaval.
Segundo ele, a ideia é testar novas músicas fora do Brasil, misturando culturas e parcerias estrangeiras, mantendo a identidade musical que o consagrou.
Enquanto isso, o carnaval paulistano também teve desfile de Daniela Mercury na Rua da Consolação, no centro da capital.
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PM é encontrada morta em apartamento no Brás; Polícia Civil apura circunstâncias


Caso inicialmente registrado como suicídio passou a ser investigado também como morte suspeita
A soldado da Polícia Militar do Estado de São Paulo Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada morta na manhã de quarta-feira (18) no apartamento onde morava, no bairro do Brás, região central da capital paulista.
O caso foi registrado no 8º Distrito Policial do Brás inicialmente como suicídio. Posteriormente, a ocorrência também passou a constar como morte suspeita para que as circunstâncias sejam apuradas com maior profundidade. A investigação está a cargo da Polícia Civil.
Alerta: Esta reportagem aborda temas como suicídio e saúde mental. Ao final do texto, há informações sobre onde buscar ajuda.
Relacionamento é citado em depoimento
Gisele era casada com o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos. Ela também deixa uma filha de 7 anos, fruto de outro relacionamento.
Em depoimento à polícia, a mãe da soldado afirmou que o relacionamento da filha era conturbado. Segundo o relato, haveria episódios de controle e comportamento abusivo por parte do marido. A reportagem não conseguiu localizar a defesa do oficial. O espaço permanece aberto para manifestação.
Ainda de acordo com a mãe da policial, ao comentar a intenção de se separar, Gisele teria recebido do marido uma imagem em que ele aparecia com uma arma apontada para a própria cabeça.
Versão apresentada pelo marido
No boletim de ocorrência, o tenente-coronel declarou que o casal se conheceu em 2021 e oficializou o casamento em 2024. Segundo ele, os conflitos começaram em 2025, após mudança de batalhão.
O oficial relatou ter sido alvo de denúncias anônimas na Corregedoria da PM, que atribuiu a desavenças internas e boatos sobre suposto relacionamento extraconjugal. Conforme sua versão, ao tomar conhecimento dos rumores, Gisele teria passado a desconfiar da fidelidade dele, o que teria intensificado as discussões.
Ele afirmou ainda que, na manhã de quarta-feira, foi ao quarto da esposa para propor a separação. Segundo o relato, ela teria se exaltado e pedido que ele saísse do cômodo. Após ouvir um barulho enquanto tomava banho, disse ter encontrado a esposa caída no chão ao sair do banheiro.
Investigação em andamento
A Polícia Civil apura as circunstâncias da morte, incluindo eventuais elementos que possam esclarecer a dinâmica dos fatos. Exames periciais e laudos técnicos devem embasar a conclusão do inquérito.
Onde buscar ajuda
Se você está passando por sofrimento emocional ou conhece alguém que esteja, é possível procurar apoio especializado:
Centro de Valorização da Vida (CVV)
Atendimento gratuito 24 horas por dia pelo telefone 188, além de chat e e-mail pelo site oficial.
Canal Pode Falar
Iniciativa do Unicef voltada a jovens de 13 a 24 anos, com atendimento via WhatsApp de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h.
SUS Centros de Atenção Psicossocial (Caps)
Unidades públicas de atendimento a pessoas com transtornos mentais. Na cidade de São Paulo há 33 Caps Infantojuvenis.
Mapa da Saúde Mental
Plataforma online com informações sobre atendimentos psicológicos gratuitos e orientações sobre saúde mental.
Nota editorial
O suicídio é reconhecido como questão de saúde pública. A abordagem jornalística do tema exige responsabilidade, informação qualificada e incentivo à prevenção, com o objetivo de ampliar o debate e reduzir estigmas.
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Papa Leão XIV reforça Arquidiocese de São Paulo com dois novos bispos auxiliares


Dom Márcio Vidal e Dom Celso Alexandre assumem regiões de Santana e Ipiranga em missa na Catedral da Sé
O Papa Leão XIV nomeou dois novos bispos auxiliares para a Arquidiocese de São Paulo. Dom Márcio Antonio Vidal de Negreiros e Dom Celso Alexandre tomaram posse em celebração realizada na Catedral da Sé, no último domingo (15).
A missa foi presidida pelo arcebispo metropolitano, Dom Odilo Pedro Scherer, e contou com a presença de bispos auxiliares, sacerdotes, diáconos e fiéis.
Durante a celebração, os dois religiosos receberam a provisão como vigários gerais e episcopais. Dom Márcio ficará responsável pela região episcopal de Santana, enquanto Dom Celso atuará na região do Ipiranga.
Trajetória de Dom Márcio Vidal
Natural de Dois Córregos (SP), Dom Márcio tem 68 anos e pertence à Ordem de Santo Agostinho. Antes da nomeação, exercia o ministério pastoral como vigário paroquial em Bragança Paulista.
Ingressou na vida religiosa em 1983, no Seminário Menor Santo Agostinho. Foi ordenado presbítero em 1994 e, ao longo de sua trajetória, assumiu funções de liderança entre os agostinianos, incluindo o cargo de secretário-geral da Organização dos Agostinianos da América Latina e Caribe (OALA).
Ao iniciar o novo ministério, destacou que assume a missão com espírito de serviço. “Não venho para ser servido, mas para servir e dar a vida”, afirmou durante a posse.
Caminho pastoral de Dom Celso Alexandre
Dom Celso Alexandre, de 58 anos, nasceu em Chavantes (SP). Entrou para o seminário em 1991 e foi ordenado sacerdote em 1999, na Diocese de Lins.
Ao longo da vida pastoral, atuou em diversas paróquias do interior paulista, especialmente na Diocese de Ourinhos, onde exercia a função de pároco da Catedral e coordenador de Pastoral antes da nomeação episcopal.
Em sua primeira saudação como bispo auxiliar, afirmou que chega à capital disposto a enfrentar os desafios de uma grande metrópole. “Venho com o coração aberto e com firme propósito de continuar servindo a Deus e à Igreja”, declarou.
Reforço pastoral em ano histórico
Dom Odilo ressaltou que a nomeação ocorre em momento simbólico, já que a arquidiocese celebra 280 anos de criação. Ele agradeceu ao pontífice pela atenção às necessidades pastorais da capital paulista.
As primeiras celebrações nas novas regiões já têm data marcada:
- Dom Celso inicia oficialmente o ministério no Ipiranga nesta sexta-feira (20), na Paróquia Nossa Senhora da Saúde;
- Dom Márcio celebra sua primeira missa como vigário episcopal de Santana no sábado (21), na Basílica Menor de Sant’Ana.
Com as nomeações, a Arquidiocese de São Paulo amplia sua estrutura pastoral para atender às demandas das regiões da capital.
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Maurício Meirelles apresenta “Surto Coletivo” no Teatro das Artes, na Zona Oeste de SP, neste sábado (21)
Maurício Meirelles apresenta “Surto Coletivo” no Teatro das Artes, na Zona Oeste de SP, neste sábado (21)


Espetáculo interativo acontece às 22h30 no Shopping Eldorado; ingressos estão à venda pela Eventim
O humorista Maurício Meirelles se apresenta neste sábado (21) na cidade de São Paulo com o espetáculo “Surto Coletivo”. O show acontece às 22h30 no Teatro das Artes, localizado no Shopping Eldorado, na Zona Oeste da capital.
Os ingressos estão disponíveis para compra pela plataforma Eventim.
Formato interativo
No novo espetáculo, o comediante propõe um formato participativo. Ao chegar ao teatro, o público responde a um questionário com perguntas sobre temas variados, que servem de base para a construção das interações ao longo da apresentação.
Segundo a produção, Meirelles utiliza tecnologia desenvolvida para o projeto para captar, em tempo real, respostas e opiniões da plateia, conduzindo o rumo do espetáculo a partir dessas interações.
A proposta é que cada sessão tenha conteúdo adaptado ao contexto do momento, com referências a acontecimentos recentes e temas em destaque.
Trajetória
Maurício Meirelles é conhecido por integrar tecnologia, redes sociais e improviso ao stand-up. Além dos palcos, mantém atuação digital à frente da Achismos TV, canal no YouTube que reúne entrevistas e conteúdos de humor.
Serviço
Espetáculo: “Surto Coletivo” Maurício Meirelles
Data: 21 de fevereiro (sábado)
Horário: 22h30
Local: Teatro das Artes Shopping Eldorado
Endereço: Avenida Rebouças, 3970 Pinheiros Zona Oeste São Paulo (SP)
Ingressos: À venda pela Eventim
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